1. CONSCIÊNCIA

O senso comum sobre consciência refere-se à consciência moral: aquela da clássica imagem mental com duas opções: uma [considerada] má e outra boa.

Captura de Tela 2014-12-01 às 12.49.27
Imagem retirada de: http://www.puntospacca.net/album/humor-cristiano/angelito-y-diablito-gif/

Além dessa visão comum, existem as teorias freudianas sobre consciente e inconsciente, que envolvem os conceitos de id, ego e superego, os quais definem o nosso self e, portanto, guiam a (in)consciência.

freud
Imagem retirada de: Neuroconexões

A teoria de Freud explica sobre o funcionamento da consciência e como ela se manifesta em nossas vidas. Porém, também existe uma relação direta da consciência com a língua(gem) , que ultrapassa os chamados atos falhos (estes envolvem mais especificamente o inconsciente).

“Linguagem e pensamento são duas atividades interligadas entre si e praticamente presentes em toda nossa vida, a ponto de as considerarmos parte do nosso ser, algo natural ou inerente a nós. Longe de se propor discutir nossa aptidão natural à linguagem, a questão central se baseia na distinção entre pensamento e linguagem, ou melhor: é possível a linguagem moldar nosso pensamento?  Wittgenstein disse: “os limites da minha linguagem significam os limites do meu mundo”. Ou será que desenvolvemos um pensamento mesmo antes de traduzi-lo em linguagem e dessa forma ele molda a própria linguagem?” (Literatortura)

“Bem, o aforismo de Wittgenstein, provavelmente não o único de seus aforismos, realmente não resiste ao escrutínio. Os limites da sua linguagem não podem ser os limites do seu mundo. E não pode ser verdade que pensamos em nossa língua nativa, em inglês, japonês e assim por diante.
Cheguei a essa conclusão ao refletir sobre o problema da aquisição da linguagem. Como as crianças adquirem uma linguagem, para começar? Se suas mentes estão totalmente vazias de pensamentos, como elas interpretam os ruídos que vêm da boca de seus pais para decifrar o código da linguagem?” (Steven Pinker, que não acredita que pensamos em linguagens ou palavras, e sim por imagens)

consciencia
Imagem retirada de: nazateen
pepperell
Slide de Marcelo Buzato (mbuzato@iel.com.br) sobre os conceitos de Robert Pepperell

“Grupos específicos de neurônios medeiam experiências conscientes distintas” (Koch)

“A consciência é gerada por um aumento quantitativo no funcionamento holístico do cérebro” (Greenfield)

E como a consciência se manifesta na pós-humanidade? É possível ter uma inteligência artificial consciente?

“Isso é para dizer que a inteligência artificial não pode se comportar de maneira inteligente ou passar em testes. Em vez disso, o que Maguire e seus co-autores mostram é que há algo fundamentalmente diferente entre consciência, ao menos sob a definição de Tononi, e inteligência artificial. “Se você construir um sistema artificial, você sempre saberá como você o construiu”, explica. “Você sabe que é ‘decomposto’. Você sabe que é feito de elementos que não são integráveis. Você não poderá nunca construir um sistema computacional e um algoritmo que integra algo de maneira tão completa que não pode ser decomposto”, justifica.” (ItForum)

 

Robot Pensando_1024
Robô “pensando”

(Imagem de Capa)

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